No coração do Egbé, onde o som do atabaque encontra o silêncio da prece, a tradição não é apenas mantida: é vivida. Nossos líderes caminham como pontes vivas entre o Orum e o Aiyê, preservando o que há de mais precioso, a nossa essência.

Nossa liderança

Pai Luizinho de Oxóssi

Babalorixá

Pai Luizinho de Oxóssi

Pai de Santo do Egbé, herdeiro da linhagem de Pai Bobó de Iansã e da Casa de Oxumarê. Zela pelo axé da casa e pela formação de cada filho.

Mãe Cris de Ayrá

Yalorixá

Mãe Cris de Ayrá

Mãe de Santo do Egbé. Ao lado de Pai Luizinho, é porto seguro em dias de tempestade e a primeira a saudar o sol em dias de festa.

Pai Carlos de Odé

Babakekerê · Pai Pequeno

Pai Carlos de Odé

Braço direito do Babalorixá: assume a casa em sua ausência, cuida dos preceitos e orienta os iniciados na liturgia e nos cânticos.

Junior

Pejigã

Junior

Zelador do peji, o altar sagrado. Cuida dos assentamentos, prepara os rituais e coordena os ogãs. Um cargo escolhido pelo sagrado e respeitado por todos.

Zelar, para nossa liderança, vai muito além do rito: é olhar no olho, perceber a dor antes do pedido e celebrar a alegria de cada filho como se fosse própria. Sob sua guarda, cada membro deixa de ser um indivíduo isolado para se tornar parte de uma teia viva, uma família de santo unida pelo axé.

A hierarquia no Candomblé

A hierarquia é a forma como o Candomblé preserva seus fundamentos: honrar quem caminhou antes não por medo, mas por reconhecimento da sabedoria acumulada.

Babalorixá e Yalorixá

O Pai e a Mãe de Santo, liderança máxima da casa. Iniciam os filhos, conduzem os rituais e respondem pela preservação do axé e da tradição.

Babakekerê e Iyakekerê

O Pai Pequeno e a Mãe Pequena, segundo cargo de maior importância. Substituem a liderança em sua ausência e atuam como seu braço direito:

  • Auxiliam em todas as obrigações e preceitos da casa
  • Supervisionam a cozinha de santo e a iniciação dos iaôs
  • Mediam a relação entre os filhos e o Babalorixá
  • Ensinam a liturgia, os cânticos e as tradições da casa

Pejigã

O senhor que zela pelo peji, o altar sagrado. Principal ogã da casa, cuida da limpeza e da energia dos assentamentos, prepara o ambiente dos rituais e coordena as funções dos demais ogãs. É guardião dos segredos do axé.

Ekedi

Cargo feminino de alta confiança, a zeladora dos Orixás. A ekedi não entra em transe: acompanha o Orixá manifestado, cuida de suas roupas e do bem-estar dos filhos e ajuda a manter a ordem do terreiro. É escolhida e confirmada pelo próprio Orixá e costuma ser a primeira a chegar e a última a fechar a porta.

Ebomi

O iniciado que cumpriu a obrigação de sete anos e se tornou um mais velho. Deixa de ser iaô para se tornar um pilar da comunidade, podendo assumir cargos e auxiliar na formação dos mais novos.

Iaô

O iniciado que já passou pela feitura de santo, mas ainda não completou sete anos. Iyàwó significa esposa do segredo: é uma fase de aprendizado intenso, dedicada aos preceitos, às danças e aos cânticos sob a orientação dos mais velhos.

Abiã

O primeiro degrau: quem frequenta a casa, mas ainda não foi iniciado. É tempo de observar, aprender ouvindo e ajudar nos serviços gerais. Mesmo sem a feitura, o abiã merece respeito, pois representa a renovação da casa.