A mais velha, senhora da lama primordial e da ancestralidade
Saluba, Nanã!
Nanã Buruquê é a Orixá mais velha, a senhora da lama primordial, dos pântanos e da sabedoria que vem com o tempo. É a matriz da vida e o destino de tudo o que retorna à terra para renascer.
Itãs de Nanã
O empréstimo da lama
Quando Oxalá recebeu a missão de criar os seres humanos, tentou o ar, o fogo, a água e a pedra, e nada funcionou. Nanã ofereceu então o barro do fundo do pântano, flexível e quente, com uma condição: quando os seres morressem, a matéria voltaria ao seu ventre. Por isso o corpo retorna à terra.
Por que Nanã não usa metal
Em disputa com Ogum, senhor do ferro, Nanã afirmou que sua força era mais antiga que qualquer ferramenta. Baniu o metal de seus domínios, e até hoje seus ritos usam madeira e bambu. Ela mostrou que a paciência do tempo é mais poderosa que a tecnologia.
A mãe arrependida
O itã de Obaluayê humaniza Nanã: mesmo a sabedoria ancestral pode errar. O reencontro com o filho é símbolo de perdão e aceitação, a lição de que o que parece frágil aos olhos humanos pode ser sagrado.
Símbolos e atributos
- O Ibiri: cetro de palha da costa e búzios, carregado como um bebê, que protege os ancestrais
- A lama: fim de um ciclo e início de outro
- A lentidão: Nanã rege o tempo profundo das águas paradas
Saluba, Nanã!