Arco-íris, serpente sagrada, ciclos e renovação
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Oxumarê é o arco-íris que liga o Orum ao Aiyê e a serpente que se renova ao trocar de pele. É o Orixá dos ciclos, do movimento contínuo e da riqueza, e dá nome à Casa de Oxumarê, raiz da nossa família de axé.
Itãs de Oxumarê
O guardião do ciclo das águas
No início, a Terra sofria com secas e inundações. Olodumare confiou a Oxumarê o equilíbrio das águas: como serpente, ele colhe as águas dos rios; como arco-íris, devolve-as às nuvens para que a chuva caia no tempo certo. Sem esse movimento, o ciclo da vida pararia.
A dualidade
Oxumarê vive metade do tempo na terra e metade no céu. Essa alternância fala da natureza de todas as coisas: o dia e a noite, o doce e o amargo. Ele ensina que o mundo é feito de opostos que se completam e que a vida não pode ficar estagnada.
A riqueza que não se prende
Dono de todas as cores e dos tesouros da terra, Oxumarê despertava inveja. Quando tentaram aprisioná-lo, deslizou como serpente e virou um arco-íris tão brilhante que ofuscou seus perseguidores, mostrando que a verdadeira riqueza é como a luz: pertence a todos, mas ninguém a prende.
Símbolos e atributos
- A serpente (Dan): sabedoria, regeneração e ligação com o solo
- O arco-íris: o caminho colorido entre o Orum e o Aiyê
- Os brajás: colares de búzios entrelaçados como escamas, símbolo de riqueza e continuidade
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